Frei Michel da Cruz, OFMConv
No presente há sempre um presente: a chance de se trabalhar.
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Padre Não Erra
Padre não erra nunca, ao menos porque queira. Aliás, ninguém erra porque quer. Sou adepto, de alguma maneira, do pensamento clássico que acredita que mesmo as pessoas que fazem o mal agem assim porque acreditam que aquilo é um bem. As pessoas são boas que desejam naturalmente o bem.
Aprendi desde pequeno algumas verdades que com o passar dos anos passei a discordar. Mamãe sempre dizia: “Professor não erra, ele se esquece; mãe não erra, equivoca-se.” Transportei esses axiomas maternos para a vida. De fato, nunca vi ninguém errar pelo simples prazer de não acertar. As pessoas cometem equívocos com o intuito de fazer aquilo que julgam no momento ser o mais correto. Isso acontece com todos aqueles que exercem, de certo modo, alguma autoridade. Contudo,  a grande questão de fundo não é o erro ou o acerto em si, mas o a partir donde partem as nossas ações. No fundo, precisamos saber o leimotiv que inspira o nosso agir. O problema na vida não é se erramos ou acertamos, mas sim descobrir se a força motriz de nossas ações, a atitude fundamental que está no subextrato de tudo aquilo que fazemos, é o amor.
Quem ama erra querendo acertar. Quem ama sofre, quando ao tentar fazer o bem, as coisas não saem como o esperado. Como diria o Apóstolo: “Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero”. Contudo, quem ama também percebe seus erros e falhas e não desiste nunca daquilo que acredita. O grande problema do ser humano não está no fato de errar ou cair, mas sim, na insistência boba de não querer se levantar; de não querer dar a volta por cima e recomeçar; de se supervalorizar ou exageradamente se autodesprezar. Os sábios aprendem com seus erros; caem e se levantam; sujam-se, mas tem a hombridade de se limparem. Os mofadores, por sua vez, ao tombarem, perdem-se na busca de culpados e se regalam na fossa e no charco de lodo gerados pela queda.
E, afinal, padre erra ou não? O padre erra sempre querendo acertar, quando a força que o move é o amar. Enfim, para os que erram, sempre existirá a beleza da misericórdia fornecendo a força necessária para o recomeço.
Frei Michel da Cruz
Enviado por Frei Michel da Cruz em 24/08/2016


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